terça-feira, 18 de agosto de 2009

DVD - 39 MOVIMENTO D`ARTES.

Movimento d`Artes!


O Movimento d`Artes avança para levar a efeito nos próximos dias 21, 22 e 23 de Agosto de 2009, um evento na freguesia de Recarei, na Casa da Vinha onde vão estar presentes diversas áreas a referenciar Pintura e Escultura, Musica, Poesia, Feira do Livro, Fotografia e Cinema.
Neste encadeamento a presença do Novelartecine organização não financiada sem fins lucrativos, vai apresentar mais uma vez uma variedade de curtas-metragens em tela gigante dos Jovens na Ocupação de Tempos Livres de Novelas PNF, que seguramente os farão divertir. Convidam-se a todos os que queiram assistir a estarem presentes e a passarem um momento agradável connosco, no dia 22 de Agosto pelas 21.30h, seguido de uma noite de cantigas, com um artista - José Silva.
Trás um amigo - Assiste ao evento almoça e Janta connosco e diverte-te.
Contamos com a sua presença


"Um humano"
http://gajotlnovelaspenafiel.blogspot.com

Zeca Afonso : Por trás daquela janela

Por trás daquela janela [bis] Faz anos o meu amigo / E irmão
Nã
o pôs cravos na lapela Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela Por trás daquele portão

Se aquela parede andasse [bis] Eu não sei o que faria / Não sei

Se a minha faca cortasse Se aquel a parede andasse
E grito enorme se ouvisse Duma criança ao nascer

Talvez o tempo corresse [bis] E a tua voz me ajudasse / A cantar

Mais dura a pedra moleira E a fé, tua companheira
Mais pode a flecha certeira E os rios que vão pró mar

Por trás daquela janela[bis] Faz anos o me u amigo / E irmão
Na noite que segue o dia[bis] O meu amigo lá dorme / De pé

E o seu perfil anuncia Naquela parede fria
Uma canção de alegria No vai e vem da maré

Por trás daquela janela[bis] Faz anos o meu amigo / E irmão

Não pôs cravos na lapela Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela Por trás daque le portão

Por trás daquela janela

Cantado por: José Silva


“ Balada do soldadinho “

VIEIRA DA SILVA
À primeira vista parece um poema para crianças, o que é um engano. É todo escrito como se fosse com uma pena em vez de esferográfica. Tem um verso ... já sonhou sonhos de neve ... que tem a delicadeza de mãos de fada.
“ Para a construção da cidade necessária “
... porque te ficas sentado à janela da quimera...
É o que fazemos quase todos, sonhamos, mas ficamos debruçados com a cabeça em cima dos braços à janela das nossas ilusões.

Balada do Soldadinho

Cantado por: José Silva



Zeca Afonso : Vampiros


No céu cinzento Sob o astro mudo Batendo as asas Pela noite calada
Vem em bandos Com pés veludo Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana Com seu ar sisudo E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam na da
A toda a parte Chegam os vampiros Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada

No chão do medo Tombam os vencidos Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo E não se esgota O sangue da manada

Se alguém se engana Com seu ar sisudo E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada

Vampiros

Cantado por: José Silva





Adriano Correia de Oliveira : Morte que mataste Lira
Morte que mataste Lira, Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira, Mata-me a mim, que sou teu!
Morte que mataste lira Mata-me a mim que sou teu
Mata-me com os mesmos ferros Com que a lira morreu

A lira por ser ingrata Tiranicamente morreu
A morte a mim não me mata Firme e constante sou eu
Veio um pastor lá da serra À minha porta bateu
Veio me dar por notíciaQue a minha lira morreu

Morte que mataste Lira

Cantado por: José Silva



José Silva: GRÂNDOLA VILA MORENA




Novelas 18 de Agosto de 2009




quinta-feira, 23 de julho de 2009

DVD -15 "GUERRA JUNQUEIRO".


RECORDAR O POETA NO CAFÉ SOCIEDADE!

Guerra Junqueiro: muito mais que um poeta.
     Miguel de Unamuno (1864-1936), o basco conhecido em Espanha como “El Rector de Salamanca”, cargo em que se notabilizou nas suas funções académicas, o que por vezes pode encobrir a sua faceta de pensador e de crítico literário, chamou um dia a Junqueiro “Nada menos que todo un poeta”. Unamuno teve em Portugal, terra que ele olhava com um gosto e uma estranha amargura paternalista (basta ler o que escreve nesse livro simples e sublime que se chama “Por tierras de Portugal y de España”, recentemente traduzido em português com o mesmo título) dois admiradores e ao mesmo tempo admirados: Guerra Junqueiro e Teixeira de Pascoaes (1877-1952), a quem considerava e proclamava como uma das maiores figuras da literatura peninsular.
     Em Guerra Junqueiro (1850-1923), Unamuno exalta então a sua especial e específica faceta de poeta, a força da sua linguagem truculenta, a visão de uma sociedade decadente, as convicções republicanas que partilhava. Chegaram a visitar-se algumas vezes e sobretudo mantiveram uma correspondência epistolar que também se encontra publicada (“Unamuno y Portugal” de J. García Morejón e “Epistolario portugués de Unamuno”, por A. Marcos de Diós).
     Para um mais profundo e polifacético conhecimento de Guerra Junqueiro, muito poderá contribuir a obra que acaba de ser publicada pela Universidade Católica Portuguesa (Escola das Artes, Porto), por Henrique Manuel S. Pereira, docente daquela Escola, com o título “À volta de Junqueiro: vida, obra e pensamento”. O próprio título fundamenta o que afirmamos no nosso título: Junqueiro é “nada menos que todo un poeta”, mas é também muito mais que um poeta”.
    Henrique Manuel ouviu um leque muito amplo de personalidades: do mundo da crítica literária, do mundo da filosofia, da política, da religião e da teologia, da arte e da ciência. Com todos eles compôs um quadro cheio de variações tonais e de registos de observação que mostram aquilo que dizíamos no título: Junqueiro é muito mais que um poeta. Ele dá razão àqueles que afirmam, nem sempre com a necessária insistência, que um grande poeta nunca é apenas um poeta, mas um pensador, um criador, um artista, muitas vezes um filósofo. Citemos Camões e Pessoa, Antero e Pascoaes, e Junqueiro e Unamuno. Foi assim que a obra de Junqueiro começou a merecer a atenção dos pensadores mais atentos desde cedo, sendo Leonardo Coimbra um dos primeiros a salientar a importância das suas posições como pensador.

Regresso ao lar.
Bruna Meireles

    O livro tem uma introdução de Ângelo Alves, homem academicamente do mundo da filosofia, num trabalho cujo título define o poeta de “Os simples”: “Da ‘Omnipotência da forma’ a um pensamento libertador, panteísta, gnóstico pós-cristão”. Nele analisa especialmente o projecto de Junqueiro que deixou manuscrito, “A unidade do Ser”, projecto em que queria plasmar a sua compreensão do mundo e da vida, propondo a tese “À evolução do amor corresponde inseparavelmente a evolução da dor, sua companheira eterna”. Ângelo Alves conclui que na “genial obra junqueiriana” se encontram duas faces inseparáveis: a “omnipotência da forma”, e o conteúdo ideológico ou o pensamento filosófico”. O seu percurso que vai das obras mais satíricas e cáusticas, como “A velhice do Padre Eterno”, até ao naturalismo telúrico e panteísta de “Os simples” era acompanhado de uma evolução do pensamento, sem que tivesse sido um filósofo, foi um poeta que pensou o universo.
    Entre as 28 as personalidades do mundo da cultura com quem Henrique Manuel dialogou encontram-se A. Cândido Franco, António Telmo, Arnaldo Saraiva, Dalila Pereira da Costa, Eduardo Lourenço, Elias Feijó, Fernando Guimarães, J. C. Seabra Pereira, Joaquim Domingues, José Pereira Pinto, D. Manuel Clemente, Manuel Ferreira Patrício, Manuel Graça, Manuela de Azevedo, Maria Helena Rocha Pereira, Mário Soares, Miguel Real, Nuno Júdice, Pedro Sinde, Pinharanda Gomes e Reto Monico.
    O resultado é uma espécie de fresco polícromo de leituras e análises que permitem revisitar uma das figuras eminentes do final do século XIX e início do século XX, assim resumida por Eduardo Lourenço: “uma figura mais complexa do que na actual visão do nosso passado poético dos últimos cem anos se diz”. Jorge Cunha salienta o seu “ideário moderno, de altíssima generosidade”. Esse fresco polícromo está expresso nestas palavras de Maria Helena da Rocha Pereira: “A poderosa imaginação visual de Junqueiro alarga-se a todos os campos…” Outro poeta, Nuno Júdice, evidencia a sua “profundidade místico-teológica e poética”. E António Braz Teixeira, homem da filosofia, afirma: “A sua reflexão e o seu percurso espiritual marcou o regresso à consideração filosófica dos grandes problemas que caracterizam a nossa contemporaneidade”.


Afonso Leal

Novelas, 23 Outubro de 2009





sexta-feira, 5 de junho de 2009

DVD - 17 "POESIA NO ATENEU".


HISTORIAL DO ATENEU!

         O Ateneu Comercial do Porto, Associação de Cultura, Instrução e Recreio, foi fundado em 29 de Agosto de 1869 e resultou da fusão de outras instituições congéneres que não vingaram, fundadas por comerciantes e caixeiros da cidade do Porto.
Por divisa escolheu "Inter Folia Fructus", que retracta o seu propósito de "... promover e cimentar relações de benevolência e boa sociedade entre os associados e proporcionar-lhes um passatempo honesto e civilizador por meio de reuniões ordinárias, dança e leitura, conversação e jogo lícito".
        Associação ímpar no seu género, com cariz de clube privado, onde convivem actividades lúdicas e culturais, tem sede em edifício próprio, na Rua de Passos Manuel, n.º 44, desde Maio de 1885.
          Dotado de magníficas instalações, dispõe de um salão nobre, polivalente, biblioteca, restaurante, bufete, bar, barbearia, sala de visitas, salas de jogos, salões de bilhar e sala de leitura, para além das salas D. Luís e Dr. Uva.
      Desde as suas origens de sociedade recreativa, até às extravagâncias de clube burguês,não esquecendo a tradição dos bailes, saraus e tertúlias, onde sempre contou com a presença da velha e nova aristocracia, nunca deixou de se identificar com o Porto e os seus movimentos cívicos e culturais.
    A sua peculiar identidade, permitiu-lhe acolher todas as elites, de distintas sensibilidades, poderes e contra-poderes, nunca assumindo conotações marcadas com qualquer grupo, sobrevivendo desta forma às vicissitudes do desenrolar da história. Seguramente, é esse o seu maior património, ou seja, uma cultura de pluralidade, tolerância e independência, face a qualquer credo político ou religioso, postura essa que continua a cultivar, contando entre os seus sócios, com nomes influentes de todos os quadrantes e tendências ideológicas.

Canta José Silva.

       É riquíssimo o historial desta Instituição e quiçá fastidioso para quem consultar esta página, enumerar os eventos de projecção nacional e internacional realizados ao longo de 140 anos de vida - durante os quais sempre convidou e abriu as suas portas aos cidadãos do Porto – e por onde passaram figuras de grande prestígio nacional e internacional, no domínio das letras, artes plásticas e cénicas, música, política e ciência.
    Não menosprezando o seu valioso património artístico em quadros a óleo, escultura e faiança, bem como colecções de cariz numismático e medalhístico, a sua "jóia da coroa" é a Biblioteca, considerada uma das melhores bibliotecas privadas da Península Ibérica. O seu recheio bibliográfico é de grande valia, possuindo um espólio superior a 40.000 títulos e 80.000 volumes, destacando-se, de entre muitas raridades, a primeira edição de "Os Lusíadas", uma edição da Bíblia datada de 1500 e alguns escritos de Fernão Lopes.


Novelas 05 de Junho 2009






quinta-feira, 4 de junho de 2009

DVD - 38 APRESESENTAÇÃO EM FELGUEIRAS - HQ



FELGUEIRAS

 O Novelartecine e a AEESTG FELGUEIRAS, vêm por este meio divulgar os seus inventos culturais.
9/Junho/09: Sessão de Cinema Novelartecine exibe "Ser Humano",  Reinaldo Meireles, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Felgueiras seguido de uma Noite de Cantigas com temas de Zeca Afonso, interpretados por:José Silva, João Teixeira e José Ramalho, pelas 22h00. Sem a participação da Comunidade, não é possível produzir eficientemente os nossos projectos, melhorar o nosso trabalho. É com a participação de todos que contamos para o desenvolvimento do nosso programa cultural. Um programa para Todos.
Cordiais cumprimentos, AEestgf Departamento Cultural José Carlos Oliveira Sonia Santos
tel: 255313839 fax: 255313839

NOITE DE CANTIGAS


APRESENTAÇÃO


Caminhos da memória LEMBRAR ABRIL

Falar de Abril é um impulso individual inevitável em quem, como eu, fez deste acontecimento o seu objecto de estudo mais persistente e apaixonante, mas também uma imposição a que, naturalmente, se compromete o colectivo dos «Caminhos da Memória», consagrado aliás no seu estatuto editorial. Ou seja: a nossa condição de caminhantes da memória não nos obriga só a percorrer esforçadamente os atalhos e veredas dos territórios mais sombrios da ditadura; também nos concede o supremo júbilo de passear pelas avenidas ensolaradas que a Revolução rasgou. Se essas largas avenidas acabaram em congestionadas rotundas em que, em constante pára-arranca, procuramos sem êxito as saídas, isso é já outra história, ou melhor, outro andamento da história.

"CABECITA LOIRA" José Silva


"MENINO DO BAIRRO NEGRO" José Silva


Hoje, emprega-se o termo "revolução" para designar outros movimentos noutros campos. Temos, por exemplo, a "revolução tecnológica", a "revolução das telecomunicações" ou a "revolução informática". Enquanto isto acontece, os historiadores tornam-se cada vez mais parcimonioso na utilização do conceito, que, sem saída no seu meio mais familiar, emigra para saberes mais sensíveis às transformações contemporâneas

"QUANTO É DOCE QUANTO É BOM" José Silva


"EPÍGRAFE PARA A ARTE DE FURTAR" José Silva


"SAPATEIRA" João Teixeira


"O VENTRE DA MINHA MÃE" João Teixeira


"AS BALAS" João Teixeira


LIBERDADE E DIGNIDADE

A liberdade foi um marco histórico na vida de Portugal, representado por vantagens e inconvenientes...
Esse momento em que se celebrou a liberdade política, a liberdade humana, a liberdade de expressão...momento que derrota o autoritarismo e elege a democracia como a sua bandeira política, momento em que a liberdade vence a opressão, momento em que a expressão vence a censura, de tal forma que me permite fazer este comentário neste momento...
Mas liberdade, liberdade, liberdade...não será liberdade a mais? Não terá sido esta excessiva liberdade que tenha permitido o aumento do despesismo, a desconfiança na nossa economia, o aumento da criminalidade, os rumores da corrupção com dinheiros públicos? Será que é necessária outra revolução? Penso que sim, essa revolução é mais que necessária, mas uma revolução de mentalidades, uma revolução na forma de ser e de estar de cada um, uma revolução que permita o rumo do país no mesmo sentido, que diminua as assimetrias e actue em função do equilíbrio que este país precisa para sair da cauda da Europa...
Que essa revolução de mentalidades surja o mais depressa possível, porque agora já não é com cravos que se vão resolver os totais problemas do país...
Gonçalo

"MARIA FAIA" José Ramalho/Daniel


"AMIGO MAIOR QUE O PENSAMENTO" José Ramalho/Daniel




"Encerramento" José Ramalho/Daniel / José Silva/ João Teixeira

Novelas 4 de Junho de 2009