sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

DVD - 43 UM ACIDENTE NO RIO SOUSA.

O FILME!

  Depois de muita contestação fez-se luz e o tão desejado, controverso e admirável filme foi concluído e apresentado a 25 de Março de 2007.
  Não se arrecadou, ofereceu-se e valorizaram-se os jovens e a freguesia de Novelas, onde esteve representada a Junta de Freguesia pelo Sr. Presidente que marcou a sua presença na estreia da longa-metragem e que fortaleceu os jovens com as suas palavras.
  Os Jovens reconhecem e agradecem também a todos aqueles que de uma forma ou outra enalteceram este trabalho.


  É de reconhecer as capacidades destes dois personagens “actores” que fizeram algo de extraordinário e conseguiram dar um enriquecimento ao trabalho conforme podem verificar.
  O Zé do arco representado por Albino Barbosa e o Sousa por Luís “Crespin “ foram especiais com a capacidade que demonstraram ter e que levaram até ao público os melhores momentos desta longa - metragem.


  A completar temos a experiência de seniores personagens que muito bem conseguiram interpretar os seus papéis, este foi um momento onde a naturalidade foi uma ajuda preciosa para que se representasse muito bem. É de reconhecer o talento aqui exposto e como os jovens quando querem têm capacidade.


  Este foi um outro momento alto deste trabalho onde se conseguiu aproveitar o cenário natural da Quinta da Folha e os actores estiveram mais uma vez de parabéns.
   Divertiram-se e fizeram divertir


  Quase no fim todos os personagens dão o seu melhor e tenta-se encontrar um final de impacto sem ferir sensibilidades uma vez que a história não é real.


  Aqui foi muito bem reportada a história do Sr. Dias apresentada pelo Sr. Oliveira, que reporta a extinção da antiga companhia de electricidade com cobradores que nos deixam grandes recordações.


  Um extraordinário trabalho, que levou a documentários, críticas e respostas a quem não conseguiu estar á altura de uma maravilhosa cena apresentada por Um For UM .


  Quem é o Chico, esta personagem é muito bem documentada por Ricardo que esteve á altura de um papel bem conseguido.

  A lenda retrata a história e aí poderá ver exactamente como tudo começou.

   “Foi, num verão á muitos e muitos anos, que o Chico desapareceu na ponte do Codeço numa noite de luar e que quem por lá passa diz que é verdade, que se ouvem vozes fazendo com que os menos corajosos evitem esse caminho.A Ana culpa-se porque não pediu ajuda a tempo, a sua mãe e o seu pai não se conformam, com o sucedido, por sua vez o Tiago diz que a culpa é de todos eles, porque queriam ser corajosos e o resultado tinha-se visto, o André tem a opinião de que não adiantava atribuir culpas.Diz que o Zé do arco era um vilão muito esperto, e não deixava por isso ser apanhado por um grupo de pirralhos, sendo o mais mal para o Chico que lá tinha ido e que pelo menos deveriam encontrar o corpo para que pudesse descansar em paz, dessa forma as pessoas não comentariam que ele andaria aí a penar pedindo ajuda.Assim se criou a história, uma história que de forma alguma é real e que nunca mas nunca poderá ser interpretada integralmente como verdadeira.Agora no mês de Julho de 2006 junto aos moinhos procedia-se á limpeza do rio e a quando da recuperação dos mesmos e dois trabalhadores foram surpreendidos por um estranho achado, de imediato a notícia se espalhou de boca em boca pela freguesia de Novelas e em menos de nada se amontoou muita gente, a Ana irmã do Chico também apareceu, com o coração apertado, afastou-se, pensava que agora iria ser encontrada realmente a verdade, 20 anos depois de ser oficialmente dado como desaparecido o seu irmão, e que irá ser feita a justiça.A Ana uma mulher feita encontra-se ansiosa e um pouco nostálgica, sente que estão a remexer no passado e relembram aquela noite fatídica,... Uma aventura de crianças em que ela era protagonista, e que acabou mal...Será que realmente são restos de um corpo, será que são do Chico, ou será apenas uma história...

A LENDA!




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Novelas 04 de Dezembro 2009






segunda-feira, 5 de outubro de 2009

DVD - 63 O SALTO "UM LOCAL A PRESERVAR"

EU NÃO ACHO JUSTO, NEM UM BOCADINHO!


Não tinham que deixar chegar o SALTO a este ponto.
Não tinham que ignorar, nós tínhamos todas as respostas,…todas as soluções., nós tínhamos tudo nas nossas mãos, mas ninguém fez nada por isso.
Daqui para a frente já não há preocupações com o futuro. Têm mais que se preocupar com o hoje, porque assim o SALTO não terá futuro.
Era mais uma questão política, uma questão de egoísmo, mas ninguém estava preocupado em salvar o SALTO. Estava toda a gente preocupado mais, em encher o bolso e não em preservar a natureza, locais bonitos como este.
E olhem só onde isto chegou.


Eu falei com os meus pais, era para aproveitar e dar ao SALTO, não era para tirar ou matar.
Se eu pudesse voltar no tempo, meu pai dizia que eu dava saltos de alegria, e chamaria a atenção, para um pouco mais de consciência.


Mas eu sei que no futuro não vai sobrar nada do que existe hoje.
Durante a primeira década do século XXI, os sinais da transformação estavam em todo o lugar. Eu lembro-me bem. Foi em 2009, foi quando pensei que realmente, que as coisas iam mudar.
Já fazia mais de uma década que o SALTO se sentia ameaçado, e então apareciam as primeiras histórias sobre a construção da nova ponte.
Os estudos apareceram, o rio e as construções não foram acautelados, os peixes começaram a desaparecer de tanto e tanto lixo.
Á medida que avançamos no tempo, o betão, os detritos e a poluição, faziam parte da sua destruição. Uma ponte.

 

Seria razão para não acautelar?
Toda a gente falava nisso, os jornais a televisão a Internet; a construção da nova ponte era uma realidade. As previsões sobre o futuro do SALTO eram sombrias, mas o SALTO como outros locais a preservar foram e serão sempre um objecto ignorado da evolução.
O assunto estava na pauta das entidades governamentais, eram necessárias acções imediatas para não deixar avançar o processo.
No ano de dois mil e nove era tempo, mais que suficiente para obrigar os responsáveis a preservar o SALTO. Mas nada disso aconteceu!
Se Portugal simplesmente cumprisse o que promete, lugares como estes eram sempre preservados, e pontes seriam sempre construídas noutros locais, e sem quaisquer impactos ambientais.
Tudo o que o governo precisava, era de fazer Portugal cumprir a lei e olhar lugares como este, para que servissem de exemplo e não queimar e destruir como vemos aqui à frente.
Vem uma ponte, depois vem o fogo, depois não sei que mais,… e a evolução é a destruição.
Fizeram exactamente ao contrário, comprometeram e não salvaguardaram os interesses locais.
Se as coisas não iam bem, foi fácil construiu-se uma ponte na sua frente. Ruído, impacto, esquecer a mãe natureza e o que mais é essencial.
E pensar que este era um dos problemas, fáceis de resolver. Era só alterar e não construir ali, mas faltou tentar, tentar de verdade.
Esquecer é mais fácil, e esqueceram o SALTO. Que dirão os chefes de família, com poucos filhos, que já não aguentam e não sabem o que fazer mais porque a evolução trás disto, só passaram 50 anos e tiraram a Filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido, com a revolução tudo mudou.
Mas não era assim, e deu no que deu.
Quanto era bom, tomara banho no rio. Estou a lembrar-me que nessa altura, os palhaços eram o Rico e o Pobre e hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta e completamente pobre.
Os ambientalistas, e os cidadãos que se preocuparam, fizeram de tudo para convencer a alterar o traçado.
Acho que este governo não se quis comprometer a alterar o traçado, porque outros já assim o não fizeram em outras situações.
O que acontece é sempre um efeito dominó, mais e mais, sem olharem ao futuro.
Um local como o SALTO poderia ser maravilhoso e acabarão mais tarde ou mais cedo por destruí-lo.


Foram egoístas, não se preocuparam com o futuro do SALTO e com as próximas gerações.
Eu ouvi uma história que o meu avô, contou para a minha mãe. Que no passado, o passado era muito bom, tinha muitas árvores água limpa, peixes, podia-mos tomar banho no rio, e tinha também um local para piqueniques, levava-mos lanche e frutas. Como era bonito!
Hoje eu não entendo porque não fizeram nada. Eu acho que pensaram que se tornaria mais fácil, mais barato, além dos interesses pessoais. Mas deveriam saber, que nós tínhamos apenas um lugar como este, e várias hipóteses para a alterar.
Pára!
Que á malta com mais de 50, dá um aperto no coração, só de pensar que tudo isto é pura verdade, e que a nossa realidade é de fazer vergonha! E o pior, é que já ninguém sabe o que é "vergonha"!


Assim fizeram meu bisavô, meu avô, meu pai e eu. Não havia outra coisa no mundo além disso. E eu era muito feliz com isso. Mas é muito!
Saber isso é valioso, sem dúvida! Ali tudo era simples e profundo.
Existiam muito poucas coisas. E cada uma tinha um enorme valor!
Aqui todos temos relógio, lá tínhamos tempo.
O tempo a frescura e um rio.
Mas você não pode tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou, não passará de novo.

Novelas, 29 de Agosto de 2010.






domingo, 27 de setembro de 2009

CONVIVIO EM NOVELAS



ENCONTRO CONVÍVIO DE NOVELENSES


    A Associação para o Desenvolvimento da Freguesia de Novelas, levou a efeito mais uma vez um encontro entre os Novelenses, que já alguns anos faz parte das suas actividades. Este evento teve em vista, dar seguimento a um projecto levado a efeito pelo Sócio fundador António da Silva Meireles, a aquisição de um imóvel para as instalações da Associação que futuramente servirão de apoio á terceira idade.


    A presidente Joana Moura, e a sua direcção empenharam-se no sentido de oferecerem o melhor, a um custo simbólico, onde não faltou feijão preto, porco no espeto, feijão á transmontano e claro o bom vinho da região.
    Um almoço lanche/jantar com muito empenho trabalho, dedicação e claro sempre bem acompanhado com cozinheiras (os) bem dispostas e sempre prontas a servir.  


 

   Quem ficou e soube estar, ali conviveu e ouviu algumas cantigas com Agostinho Costa e recordou o sócio fundador da Associação para o Desenvolvimento de Novelas. António da Silva Meireles.de pouco mais de meia centena de pessoas, onde houve quem estivesse apenas para almoçar e logo de seguida se ir embora. 



   Digamos que para essas pessoas, foi mais ao menos a sopa dos pobres, como era barato e para quem tinha outros afazeres e algo mais importante com que se preocupar, isto até porque é um momento de muita preocupação o importante é assinar o livro de ponto. Alas. Não foi de admirar, já é costume.


   A.P.D.F. NOVELAS!


    Para ser sincero a verdade é que começo a ter dúvidas não quanto ao nome da escola Cardeal Rocha Melo interrogado pelo editorial a Galga, mas sim quanto ao nome da freguesia que ao longo dos últimos anos se vem a parecer mais com o Tua ou Barca d`Alva.
    Claro quando alguém aparece é para comer e beber e se possível á borla.
   


Novelas Setembro de 2009

Reinaldo Meireles


Novelas Setembro de 2009





sábado, 26 de setembro de 2009

EM MEMMÓRIA DE:


ANTÓNIO DA SILVA MEIRELES

 
   Nós ficamos agradecidos, pelo gesto e palavras proferidas de reconhecimento a António da Silva Meireles, foi uma espontaneidade o carinho e a sinceridade que nos comoveram assim como, a si também Laurindo Ferreira.

 

   Sinto-a como a maior recompensa que tive pela dedicação que meu pai, António da Silva Meireles deu á Freguesia de Novelas e que como filho tenho esperança que consigam continuar os objectivos que ele tanto sonhou. Gestos como esse e outros inesquecíveis em que a Presidente da A.P.D.F.Novelas também o demonstrou ficarão registados para sempre e gravados no meu coração.

Muito obrigado.


Novelas 26 Setembro de 2009